15 Setembro 2009

Risco empresarial 5: Conduta Profissional Inadequada


O senso de Missão Profissional dos executivos de uma empresa deve estar em harmonia com a Missão Corporativa para que haja sinergia de esforços no atingimento dos objetivos, tanto empresariais como pessoais. A existência de divergências cria riscos para o sucesso dos negócios.


Faz parte do Gerenciamento de Riscos identificar essas divergências e agir para corrigi-las através de orientações, coaching, treinamentos ou até mesmo a substituição dos profissionais não comprometidos com a Missão e Objetivos organizacionais.


A criação do Poder Competitivo depende do trabalho de profissionais com conhecimentos, comportamentos e métodos corretos de administração, que sigam o Caminho da Boa Administração e evitem as armadilhas do Caminho da Má Administração, representadas num mapa alegórico, de cujo autor nem data de criação há referências. Pelos termos utilizados aparenta ser da metade do século XX. Foi obtido no site StrangeMaps.



O mapa representa o caminho real, com seus riscos e oportunidades, que percorremos para atingir o Sucesso, representado por uma Lira.


Para atingir, literalmente, esse prêmio lírico é necessário iniciar a jornada cruzando o Portal da Oportunidade. As pessoas entram correndo e deparam-se com a primeira decisão a tomar: dirigir-se à Estação Ferroviária e embarcar no Trem do Sistema Correto, que trilha o Caminho da Boa Administração utilizando métodos e comportamentos adequados ao atingimento do Sucesso Profissional, ou dirigir-se ao Jardim da Cerveja e instalar-se confortavelmente para aproveitar os prazeres da boemia.


Aqueles que ultrapassam essa primeira tentação deparam-se com outra maior: o convite para instalar-se no Hotel da Arrogância, especialmente preparado para aqueles que gostam de dizer: "nasci um gênio", "já sei de tudo", não preciso que ninguém me ensine", "já tenho muita prática", "não preciso de novos métodos de trabalho" ou "estou sempre certo".


Seguindo adiante começamos a ouvir gritos vindos da Sociedade da Mútua Admiração: "você é o máximo", "é o maior de todos os tempos", "você é maravilhoso" ou "você é meu favorito". É a sociedade cujos membros elogiam-se e condecoram-se mutuamente. É um membro jogando confete no outro. Participando dessa sociedade você correrá o risco de perder sua capacidade de autocrítica. Os membros observam o sucesso à distância (veja o balão) mas nada fazem de concreto para caminhar em sua direção. Vivem de ilusão.


Quem consegue evitar esses três estabelecimentos, de altíssimo risco e má reputação, ainda corre o risco de cair no profundo e escuro Poço dos Iletrados, que atrai pessoas que não atualizam seus conhecimentos profissionais, tornando-se ultrapassados e ineficientes. Permanecendo no poço, essas pessoas estão impossibilitadas de continuar a jornada.


Próxima ao poço encontra-se a Roda da Presunção ou Vaidade, que entorpece o raciocínio e a visão profissional, fazendo com que suas vítimas imaginem ser muito mais importantes do que o são realmente.


Mesmo que tenham inicialmente caído nessas armadilhas, há um seleto grupo que consegue escapar tomando consciência de suas falhas, corrigindo-as e seguindo em direção à estação ferroviária para embarcar no trem do Sistema Correto.


Outros que escaparam das armadilhas optam por não embarcar no trem e seguem pelo Caminho da Má Administração, ao lado da ferrovia, enfrentando novos perigos à sua evolução.


Enfrentarão o ventilador dos Maus Hábitos de Trabalho, que joga suas vítimas no esquecimento, ou a armadilha da Má Reputação.


Outros serão vítimas do Charlatanismo, enganando com títulos e promessas, ou serão aprisionados pelas teias da Inveja, desejando aquilo que não podem ter, ou do Farei Amanhã, retardando a realização de trabalhos.


Aqueles que superarem todos estes perigos atravessarão o Portal do Sistema. Nesse ponto da jornada, enquanto o trem cruza com segurança uma ponte sobre o Rio dos Fracassos, os peregrinos estarão ameaçados pelo Caldeirão das Informações Falsas e tentados por um perigoso atalho que os leva para dentro do rio. A ponte representa o uso de métodos corretos de trabalho e boas informações estratégicas, que dão segurança e eficácia às operações empresariais; o atalho representa as improvisações e decisões mal informadas, cujos resultados, na maioria das vezes, fazem as organizações sucumbirem no Rio do Fracasso.


Daqueles que escolheram o atalho, vadeando o rio, poucos sobrevivem à correnteza e deparam-se agora com novas ameaças geradas pelo Caminho da Má Administração: o Mau Temperamento, a Negligência, a Indolência e a Má Memória.


Após esses obstáculos encontra-se a gigantesca Montanha do Despreparo, um obstáculo intransponível para quem não possui habilidades e conhecimentos adequados.Para quem optou tomar o Trem do Sistema Correto o caminho é mais fácil, pois este ultrapassa a montanha através do Túnel do Conhecimento. Para quem optou pelo Caminho da Má Administração, com seus comportamentos e métodos inadequados de trabalho, só resta tentar escalar a montanha para chegar ao outro lado.


Os peregrinos que superarem a montanha ainda serão ameaçados, a seguir, pelas Bebedeiras, Preguiça e Métodos Incorretos de Negócios até chegarem a um novo ponto de decisão. Terão que escolher entre a Torre da Moral Fraca, que aprisionará para sempre aqueles que nela adentrarem, e o Portal dos Ideais, aberto aos passageiros do trem e a alguns raríssimos peregrinos.


Após isso poderão saborear o gosto de atingir o sucesso.


Conclusão: você poderá vencer sem seguir o caminho correto, mas suas chances de atingir o Sucesso são bem menores e terá que fazer um esforço muito maior para chegar lá.

09 Setembro 2009

Risco empresarial 4: Roubo de Capital Intelectual


Neste exato momento, em algum lugar dentro ou fora de sua empresa, há pessoas falando sobre assuntos sigilosos ligados a ações de marketing, vendas, finanças, produção, logística ou serviços. E, em questão de minutos sua empresa pode perder um valioso recurso que levou anos para conseguir: o capital intelectual, ou seja, conhecimentos e informações vitais para os negócios.


O Capital Intelectual é fundamental para o desenvolvimento de projetos, de produtos e da inovação competitiva de uma organização. Há autores que consideram seu valor como sendo o triplo dos valores dos demais recursos físicos da empresa. Resumindo, o Capital Intelectual vale muito para uma empresa... e para seus concorrentes, os quais tentam obtê-lo por meios éticos (pesquisas ou aquisição) ou não (espionagem, furto, roubo, extorsão). Os jornais estão repletos de notícias a esse respeito.


As organizações ou pessoas interessadas nessas informações e conhecimentos sigilosos e valiosos podem utilizar espiões profissionais ou aproximarem-se de funcionários desavisados para obtê-las. As técnicas de aproximação e abordagem são muito diversificadas, agindo seus executores de forma dissimulada e assumindo diversas identidades.


O perda de Capital Intelectual é um risco crítico para organizações de todos os portes e ramos de atividade. Pesquisa da revista Fortune, junto às maiores empresas americanas, estima que os prejuízos provocados pelo roubo de Capital Intelectual cheguem a US$ 45 BILHÕES, neste ano, representando cada ataque um prejuizo médio de US$ 550.000. A média de ataques contra uma empresa é de três por ano. Informações mais detalhadas podem ser obtidas na Internet ou no site http://www.riskvue.com/.


Nenhuma empresa está livre de ser vitima dessa silenciosa atividade. E, das empresas atacadas que não adotaram medidas preventivas e reativas, 72% (setenta e dois por cento) faliram em dois anos devido aos prejuízos sofridos, segundo demonstra pesquisa realizada pela CSIS – Canadian Security and Intelligence Service.


Um alerta: em cerca de 70% (setenta por cento) dos casos de roubo de Capital Intelectual há o envolvimento de pessoas de DENTRO da organização, podendo ser funcionários próprios ou terceirizados. As empresas investem muito dinheiro na segurança patrimonial e de computadores mas não investem na investigação e monitoramento da conduta das pessoas que trabalham na empresa ou a visitam, permitindo que acessem livremente as fontes de Capital Intelectual, sejam elas arquivos físicos, eletrônicos ou pessoas com conhecimentos sigilosos.


Se sua empresa estiver, inexplicavelmente, perdendo negócios e clientes, produtos e marcas estão sendo pirateados, projetos e segredos tecnológicos estão chegando ao conhecimento dos concorrentes, caminhões de entrega são frequentemente assaltados, funcionários são ameaçados de seqüestro ou situações semelhantes a essas estão ocorrendo, saiba que não é por acaso. Quem as executa conta com informações provenientes de dentro de sua própria organização, obtidas facilmente por espiões infiltrados ou fornecidas, inadvertidamente, por funcionários despreparados.


Perder capital intelectual é um risco inaceitável, que leva empresas à falência, por ação de um inimigo dissimulado que está ao seu lado. É necessário que se adotem medidas de segurança no acesso a esses recursos intelectuais e que se ensine aos funcionários como identificar e agir diante de pessoas com comportamentos suspeitos.


27 Agosto 2009

Risco Empresarial 3 - "Mentalidade de Silo"

Mentalidade de Silo, Pensamento de Silo, Visão de Silo e Efeito de Silo são denominações dadas a um dos maiores riscos empresariais: a incapacidade de interagir, comunicar-se e cooperar.

Silos são construções de forma cilíndrica, altas, sem janelas e apenas com uma porta, utilizadas no meio rural para o armazenamento de grãos. Silos cumprem suas funções isoladamente, sem comunicarem-se uns com os outros.

Daí surgiu a analogia dos silos com alguns departamentos, grupos ou indivíduos que procuram agir isoladamente dentro de uma empresa, não interagindo, comunicando-se ou cooperando com os demais componentes do sistema organizacional. Sistema esse que, para operar com eficácia e atingir os objetivos estratégicos almejados, necessita que todas as suas partes atuem em sinergia, trocando informações e conhecimentos e ajudando-se mutuamente.

Os "silos" organizacionais são vistos, dentro do atual contexto empresarial que valoriza o networking e as parcerias de negócios, como uma grande ameaça por colocarem em risco tanto as atividades internas da organização como as externas, representadas pelo relacionamento com clientes, fornecedores e outros parceiros de negócios.

Identificar e neutralizar as barreiras de interação, comunicação e cooperação criadas por pessoas, grupos ou departamentos tornou-se prioritário para as empresas que desejam continuar mantendo seu poder competitivo, isto é, a capacidade de conquistar e manter clientes e de enfrentar a concorrência.

O enfrentamento deste risco exige medidas que mudem conceitos culturais e comportamentais já arraigados na organização. Exige que se aperfeiçoem os sistemas de liderança, administração, planejamento, motivação,qualidade e controles de desempenho. Também exige a adoção de sistemas de gestão dos conhecimentos empresariais visando fortalecer a geração e compartilhamento de conhecimentos essenciais para o desenvolvimento de novos projetos.

Este é apenas um alerta para um grave problema que atinge organizações de todos os portes e ramos de atividade, o qual deve ser combatido sem condescendência pois a manutenção de vulnerabilidades numa empresa facilita as ações dos adversários.



21 Agosto 2009

Risco empresarial 2 - Negligencia gerencial


Este grande perigo para as empresas, a negligencia gerencial, pode provocar o colapso dos sistemas administrativos. Pode parar a produção, os negócios e provocar a perda de muitos clientes. É uma ameaça nem sempre perceptível. Quando vista é, frequentemente, ignorada por quem a vê.

A negligencia caracteriza-se pelo descuido, relaxamento, imprudencia e displicencia. Ações negligentes violam os fundamentos básicos de qualidade, precaução e cautela no trabalho, colocando em risco os resultados finais de um projeto, a qualidade de um produto ou serviço, a integridade física das pessoas, a funcionalidade das instalações e equipamentos, a lucratividade dos negócios e a imagem pública da organização.

As causas de comportamentos negligentes devem ser adequadamente estudadas para que se apliquem as medidas corretivas mais acertadas. Um gerente pode agir com negligencia por não saber fazer seu trabalho de maneira acertada porque não foi preparado para isso, por não possuir conhecimentos e experiência na solução de problemas específicos ou até mesmo por ter aplicado uma perfeita técnica de trabalho em circunstâncias inadequadas. Infelizmente há também casos de gerentes (e outros funcionários) que atuam de forma negligente por acomodação ou com o objetivo de prejudicar a empresa, o que exige constante observação da conduta profissional dessas pessoas.

Sintomas de negligencia devem ser utilizados como indicativos de necessidades de treinamento profissional, de aperfeiçoamento dos sistemas administrativos e de métodos de trabalho. Adotar sistemas de gestão da qualidade e de projetos, com o estabelecimento de objetivos, metas, prazos, padrões de qualidade e desempenho e controle de resultados também ajuda a reduzir a negligencia.

Combater a negligencia profissional é essencial para assegurar o sucesso dos projetos empresariais. É uma tarefa que impõe mudanças de cultura, de comportamentos e atitudes e não permite condescendência com as falhas. Quem trabalha bem deve ser reconhecido e recompensado; quem trabalha mal deve ser advertido e punido.

20 Agosto 2009

Risco empresarial 1 - Pessoas incompetentes em posição de comando

Nada é mais perigoso para uma organização que pessoas sem as devidas competências profissionais e pessoais ocupando posições de chefia.

Gerentes com poucas habilidades e conhecimentos, desmotivadores, desrespeitosos, negligentes, condescendentes para com as falhas, não comprometidos com os objetivos e resultados e desinteressados pelo desenvolvimento de suas equipes levam empresas à falência.

Pessoas com essas características devem ser imediatamente substituídas pois, em circunstâncias críticas, serão incapazes de tomar decisões acertadas. São pessoas que costumam mostrar uma aparência externa deslumbrante mas não possuem virtudes reais em seu interior. Parecem eficientes nos momentos de tranqüilidade mas, nas crises, colocam a organização em perigo.

Diz um provérbio: "Se quiser um jardim bonito, remova as ervas daninhas".


21 Junho 2009

Existe um sabotador na sua empresa?

Não existe um. Existem vários! E todos estão, neste momento, agindo para reduzir a produtividade, os lucros, provocar a perda de clientes e desmotivar outros empregados.

As ações de sabotagem do trabalho descritas abaixo foram traduzidas, de forma livre para facilitar o entendimento, do manual da OSS – Office os Strategic Services (que deu origem à CIA – Central of Intelligence Agency), publicado em 1944, descrevendo métodos de sabotagem do trabalho. Elas podem ser úteis para nos alertar sobre ações de concorrentes ou funcionários insatisfeitos que podem prejudicar a produtividade e lucros de nossas empresas.

AÇÕES GERAIS DE SABOTAGEM COM INTERFERENCIA SOBRE A PRODUTIVIDADE

1. Insiste (o sabotador) em fazer tudo pelos canais hierárquicos. Nunca permite contatos diretos entre diferentes níveis hierárquicos. Dificulta a tomada de decisões.

2. Nas reuniões faz “grandes discursos”. Fala sempre que possível e demoradamente. Ilustra suas colocações contando casos baseados em suas experiências pessoais. Nunca hesita em fazer comentários desnecessários.

3. Quando possível, delega todos os assuntos a comitês, “para estudos mais profundos e detalhados”. Tenta formar comitês com o maior número possível de participantes – nunca menos que cinco.

4. Nas reuniões coloca em discussão, frequentemente, assuntos de pouca importância .

5. Exige comunicações em palavras precisas, leis e resoluções.

6. Refere-se sempre a assuntos solucionados anteriormente e tenta reabrir as discussões para uma melhor avaliação das decisões.

7. Defende “cautela extrema” e “racionalidade”, pressionando outras pessoas para que sejam “cuidadosas” e evitem decisões e ações que possam resultar em constrangimentos ou dificuldades mais tarde.

8. Mostra-se preocupado sobre a “legitimidade” das decisões tomadas – questiona sempre se as decisões estão dentro das competências hierárquicas ou legais do comitê ou se poderiam conflitar com as políticas organizacionais de algum nível hierárquico mais alto.


AÇÕES BUROCRÁTICAS DE SABOTAGEM REALIZADAS POR GERENTES, SUPERVISORES E OUTROS CHEFES


1. Exigem sempre ordens escritas.

2. “Interpretam erroneamente” ordens recebidas. Fazem perguntas sem fim ou escrevem longos questionamentos sobre as ordens recebidas. Discutem sobre ninharias sempre que possível.

3. Fazem o possível para retardar o cumprimento das ordens ou o atendimento de solicitações de trabalho. Embora partes ou fases do trabalho possam ser entregues quando estiverem prontas, só o fazem somente quando todas estão concluídas.

4. Não solicitam a reposição de materiais de trabalho até que todo o estoque atual tenha sido consumido, ocasionando um atraso nos trabalhos até a chegada de novos materiais.

5. Solicitam materiais de altíssima qualidade, difíceis de conseguir. Se você não fornece, reclamam que não podem trabalhar sem eles. Advertem que materiais de qualidade inferior geram trabalhos inferiores.

6. Na execução dos trabalhos, começam sempre pelos menos importantes. Asseguram-se que trabalhos importantes sejam executados por trabalhadores ou máquinas ineficientes.

7. Insistem na perfeição do trabalho em produtos relativamente menos importantes. Devolvem os produtos com as mínimas imperfeições para que sejam refeitos, gerando mais demoras e custos adicionais. Aprovam outros com partes defeituosas não visíveis a olho nu.

8. Cometem erros de logística ou distribuição para que produtos ou materiais sejam enviados para clientes ou locais errados.

9. Quando treinam novos empregados, fornecem informações e conhecimentos incompletos ou incorretos.

10. Para diminuir a motivação, e com ela a produtividade, agradam os empregados ineficientes e dão-lhes imerecidas promoções ou benefícios. Discriminam os bons trabalhadores; reclamam injustamente do bom trabalho que fazem.

11. Convocam reuniões nos momentos em que há muito trabalho crítico, urgente, a ser realizado.

12. Multiplicam a burocracia de todas as formas possíveis. Começam duplicando arquivos.

13. Multiplicam as normas, procedimentos e controles referentes às atividades de trabalho. Exigem, por exemplo, que três pessoas tenham que aprovar, assinar ou autorizar tudo onde apenas uma seria necessária.

14. Seguem e aplicam todos os regulamentos rigidamente, ao pé da letra.


AÇÕES BUROCRÁTICAS DE SABOTAGEM REALIZADAS POR EMPREGADOS ADMINISTRATIVOS


1. Cometem erros aparentemente comuns ou inocentes durante a execução do trabalho ou ordens recebidas: confundem nomes similares, usam endereços errados, erram nas quantidades ou valores.

2. Demoram a responder a correspondência, emails e telefonemas.

3. Desarquivam documentos essenciais.

4. Fazem cópias (com carbono ou impressas) insuficientes para que o trabalho tenha que ser refeito.

5. Quando atendem ligações telefônicas de pessoas importantes para os dirigentes ou patrões, dizem que estes estão ocupados ou atendendo outras ligações.

6. Retardam o envio de correspondência, deixando-a para a próxima coleta.

7. Disseminam rumores perturbadores que funcionam como redutores da motivação e da produtividade.


AÇÕES BUROCRÁTICAS DE SABOTAGEM REALIZADAS POR EMPREGADOS EM GERAL



1. Trabalham devagar. Imaginam todos os meios possíveis de retardar o trabalho: usam um martelo leve ao invés de um mais pesado; fazem pouca força quando uma maior é necessária.

2. Inventam quantas interrupções do trabalho forem possíveis. Demoram mais que o necessário para trocar as ferramentas com as quais estão trabalhando. Se estão medindo algo, fazem-no duas vezes mais que o necessário. Quando vão ao banheiro, ficam mais tempo que o necessário. Esquecem ferramentas para ter que voltar para buscá-las.

3. Mesmo que entendam o idioma, fingem não entender instruções numa língua estrangeira.

4. Alegam que as instruções são difíceis de compreender e pedem para que as mesmas sejam repetidas várias vezes. Ou percebem que você está ansioso para fazer seu trabalho e o sobrecarregam e atrasam com questões desnecessárias.

5. Fazem um trabalho sem a qualidade esperada e dizem que as ferramentas ou máquinas ou equipamentos são ruins. Reclamam dizendo que esses recursos os estão impedindo de fazer um bom trabalho.

6. Nunca repassam seus conhecimentos, habilidades e experiências para novos ou menos qualificados empregados.


As ações descritas são apenas uma amostra dentro de um universo infinito. A lista poderá ser bem aumentada se imaginarmos o que um empregado insatisfeito ou revoltado poderá fazer com um pequeno tubo de cola, com um copo de água que cai acidentalmente, ou com o apertar de uma tecla errada no computador. O resto fica por conta de sua imaginação.

26 Abril 2009

Homenagem da FIESP ao EB


A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - FIESP, por meio do Departamento da Indústria de Defesa - COMDEFESA, realizou no dia 7 de abril de 2009 o Coquetel de Homenagem ao Exército Brasileiro.

Além das autoridades militares e civis, como o Comandante do Exército e o Presidente da FIESP, também estiveram presentes os esguianos provenientes dos CGERD's - Cursos de Gestão de Recursos de Defesa.

23 Março 2009

Inteligência Empresarial: a diferença entre ganhar e perder clientes

Na guerra e nos negócios, o sucesso só acontece para quem enxerga antecipadamente as ameaças e oportunidades, decide melhor e age com mais eficácia que seus adversários.
As mais competitivas organizações mundiais aprenderam que o correto conhecimento do ambiente competitivo é a chave do sucesso.

Mas enquanto algumas empresas tornaram-se líderes por saber identificar as circunstâncias e preparar-se com antecedência para todas as eventualidades, milhares de outras já encerraram suas atividades porque não perceberam, antecipadamente, ameaças que surgiram no mercado. Seus dirigentes não possuíam um eficiente Sistema de Inteligência para detectá-las e pagaram caro pela omissão.

A Inteligência proporciona conhecimentos fundamentais para a tomada de decisões estratégicas. Suas técnicas foram levadas para as empresas por analistas militares que migraram para a indústria privada, após o fim da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética, as quais provaram ser importantes para o fortalecimento competitivo e expansão dos negócios. Diante do sucesso obtido, os dirigentes empresariais entenderam que, assim como um exército precisa conhecer o campo de batalha e seus adversários, uma empresa não pode deter e superar concorrentes se não compreender a natureza, potencial e amplitude dos perigos que a cercam. Ou seja, sem superioridade informacional não se obtém superioridade competitiva.

Objetivos da IE: segurança e desenvolvimento de negócios

A Inteligência Empresarial é uma atividade especializada que busca o conhecimento correto da realidade, de fora e de dentro da organização, e permite:

1 - Obter conhecimentos sobre o ambiente competitivo e fornecer inteligência aos dirigentes de todas as áreas da organização.

2 - Emitir alertas prévios a ameaças potenciais (econômicas, sociais, políticas, militares, tecnológicas, ambientais) ou ações hostis de competidores, antecipando suas ações.

3 - Desenvolver e ajustar todas as fontes de informações da organização, criando uma rede de intercâmbio de conhecimentos (networking) entre os diversos departamentos.


O Sistema de Inteligência Empresarial

Os dirigentes empresariais precisam ter acesso a informações vitais porque sem elas tornam-se impotentes em suas funções. Seus sistemas de informações devem ser desenhados para fornecer avisos antecipados de ameaças e oportunidades, para que tomem decisões em tempo hábil.

O Sistema de Inteligência Empresarial representa uma associação de poder intelectual e técnico, gerado por uma rede de sensores internos e externos, que asseguram aos tomadores de decisões de todos os níveis as informações que eles necessitam para agir dentro do ciclo de decisões dos adversários.

Eis aqui a representação de um Sistema de Inteligência Empresarial, com seus diversos componentes (clique na imagem para ampliar):




Contribuição para o fortalecimento competitivo



As atividades de Inteligência Empresarial oferecem soluções que fortalecem o poder competitivo das organizações, com produtos adequados a cada necessidade:

1 - Informações Estratégicas – informações políticas, militares, sociais, econômicas, tecnológicas e ambientais, originárias de estudos de publicações nacionais e estrangeiras, abrangendo jornais, livros, relatórios científicos e outras fontes de dados, que proporcionam aos dirigentes uma visão macro do ambiente competitivo e dos diversos atores.

2 - Suporte de Crises – A IE proporciona inteligência de várias fontes aos dirigentes em situações críticas, envolvendo a avaliação de acontecimentos emergentes que podem trazer riscos para a organização ou criar novas oportunidades de negócios.

3 - Suporte Comercial – Informações para o melhor conhecimento de potenciais clientes, desenvolvimento de métodos de negociação mais eficazes e enfrentamento e retaliação de competidores.

4 - Suporte de Produtos – conjunto de informações que contribui para o desenvolvimento de novos produtos e aperfeiçoamento dos atuais.

Em suma, na guerra como nos negócios, informações precisas são fundamentais para a condução das organizações. E os dirigentes que não dispõe de informações precisas correm o risco de caminhar para o fracasso.

15 Janeiro 2009

Gestão de Conflitos Empresariais

Como momentos de crise dão origem a novos conflitos ou fortalecem os já existentes, disponibilizo abaixo um pequeno e-book com alguns conceitos para a prevenção ou redução de conflitos empresariais. Para ampliar basta clicar na imagem ou em "open publication".

09 Novembro 2008

O Brasil e o Ouro Negro

O Brasil é um país maravilhoso, deitado em berço esplêndido, abençoado por Deus (que alguns acreditam ser brasileiro), com um povo de boa índole, cordial e pacífico, amante do Carnaval e do futebol, que acredita ser amado e idolatrado por todos os povos do mundo.

Além das inúmeras riquezas existentes no subsolo da Amazônia Verde, Deus nos abençoa agora com a descoberta de novas riquezas na Amazônia Azul. O petróleo descoberto no fundo do oceano, nas camadas do pré-sal, irá, como acreditam muitos, transformar o Brasil num paraiso sobre a terra. Com essa nova fonte de riqueza sonhamos em assumir um papel de liderança entre os mais poderosos governos, que nos acolherão com respeito e cordialidade.

Será mesmo?

Será que essa nova riqueza não virá acompanhada de novas ameaças? E, se as ameaças transformarem-se em realidade, estaremos preparados para enfrentá-las? Temos recursos políticos, sociais, militares, econômicos e tecnológicos suficientes para a criação e sustentação do Poder Nacional?

Diante da atual situação de crise mundial não fica difícil imaginar as respostas para essas questões. Podemos observar o que poderá acontecer assistindo ao cartoon soviético (abaixo), produzido em 1949, que retrata a luta por recursos energéticos. Apesar de antigo, reflete muito bem a situação atual e os comportamentos de algumas nações. Para refletir e aprender.